Procedere...
A busca de algo só faz sentido quando temos a esperança de que é possível obter, pois, senão, tratar-se-ia apenas de uma tarefa lúdica ou de um prazer masoquista. Certamente é possível empenhar-se por tais praticas, mas pela própria natureza, não seria um esforço sério, no máximo seria um esforço distrativo.
Um dos esforços mais sérios do homem deveria ser o esforço pela busca da verdade, ou melhor, pela compreensão da verdade. Mas um dos principais empecilhos são as barreiras postas pelo sentido da busca. Só buscamos algo quando sabemos algo desse algo, mas se não sabemos nada de algo, sequer nos damos conta de sua existência e, portanto, não buscamos algo, pois o algo seria nada.
Partindo disso, buscamos a verdade porque sabemos algo da verdade. Seria uma tolice dizer que não é possível saber nada da verdade, pois, afirmar a impossibilidade de saber algo da verdade, também não nos permite dizer validamente que é possível saber que não sabemos. Não é valido dizer que é impossível saber algo sobre algo se não sabemos o que é esse algo. Ao definir o objetivo da busca, admitimos que sabemos algo sobre esse objetivo.
Também encontramos aqueles que confundem verdade com mera opinião subjetiva, chamando-a de verdade própria. Esse erro ocorre logo após a conclusão precipitado e contraditória de que não é possível saber algo da verdade, mas como isso não é factível, e visto que sabemos que esse algo existe, então se atribui o algo que sabemos a subjetividade, tornando o algo que sabemos em algo que não sabemos verdadeiramente. Se acreditamos nisso, concluímos obviamente que não sabemos nada, pois o que sabemos não corresponde a verdade, e, se não sabemos nada, incluindo a sua existência, não poderíamos sequer dizer que não sabemos. É uma premissa que se anula.
No entanto, esse tipo de pensamente prolifera em muitas mentes, pois, entrando no loop do raciocínio falso e olhando para a realidade diversa de sua premissa, usa-a como visão da realidade, mas nunca conseguindo ajustar a realidade ao pensamente.
Tal deslocamento de visão se não corrigido - admitindo que a busca seja conscientemente séria - produz o desespero da incerteza. Aqui encontramos a pessoa incerta até de sua própria existência e vivendo num mundo hostil.
Neste ponto de incerteza, ou auto-engano quanto ao real objetivo, o homem vê-se na certeza da incerteza, encerrando a busca - alguns nem chegando a começar - por não haver sentido nela. A certeza da incerteza é uma contradição em si, embora nem sempre percebida pelo o indivíduo, pois produz o raciocínio falso com aparente lógica.
Um dos esforços mais sérios do homem deveria ser o esforço pela busca da verdade, ou melhor, pela compreensão da verdade. Mas um dos principais empecilhos são as barreiras postas pelo sentido da busca. Só buscamos algo quando sabemos algo desse algo, mas se não sabemos nada de algo, sequer nos damos conta de sua existência e, portanto, não buscamos algo, pois o algo seria nada.
Partindo disso, buscamos a verdade porque sabemos algo da verdade. Seria uma tolice dizer que não é possível saber nada da verdade, pois, afirmar a impossibilidade de saber algo da verdade, também não nos permite dizer validamente que é possível saber que não sabemos. Não é valido dizer que é impossível saber algo sobre algo se não sabemos o que é esse algo. Ao definir o objetivo da busca, admitimos que sabemos algo sobre esse objetivo.
Também encontramos aqueles que confundem verdade com mera opinião subjetiva, chamando-a de verdade própria. Esse erro ocorre logo após a conclusão precipitado e contraditória de que não é possível saber algo da verdade, mas como isso não é factível, e visto que sabemos que esse algo existe, então se atribui o algo que sabemos a subjetividade, tornando o algo que sabemos em algo que não sabemos verdadeiramente. Se acreditamos nisso, concluímos obviamente que não sabemos nada, pois o que sabemos não corresponde a verdade, e, se não sabemos nada, incluindo a sua existência, não poderíamos sequer dizer que não sabemos. É uma premissa que se anula.
No entanto, esse tipo de pensamente prolifera em muitas mentes, pois, entrando no loop do raciocínio falso e olhando para a realidade diversa de sua premissa, usa-a como visão da realidade, mas nunca conseguindo ajustar a realidade ao pensamente.
Tal deslocamento de visão se não corrigido - admitindo que a busca seja conscientemente séria - produz o desespero da incerteza. Aqui encontramos a pessoa incerta até de sua própria existência e vivendo num mundo hostil.
Neste ponto de incerteza, ou auto-engano quanto ao real objetivo, o homem vê-se na certeza da incerteza, encerrando a busca - alguns nem chegando a começar - por não haver sentido nela. A certeza da incerteza é uma contradição em si, embora nem sempre percebida pelo o indivíduo, pois produz o raciocínio falso com aparente lógica.
Um comentário:
Bom o texto, tenho que ler com calma. Não havia pensado sobre isso!
Um abraço!
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